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Empate tira suíços

Por Guilherme Marçal

Europeus não conseguem marcar gols diante dos fracos hondurenhos e voltam para casa

A Suíça está fora da Copa. O resultado de hoje diante da seleção hondurenha não foi suficiente para a classificação às oitavas-de-final. Apesar da surpreendente vitória na estreia contra a Espanha, o time fechou sua participação com 4 pontos, na terceira posição do Grupo H. Já Honduras, em sua primeira participação em Mundiais, ao menos conseguiu um pontinho. Agora, para ambas, é hora de tomar o rumo de casa.

O nível técnico do jogo foi longe de ser bom desde o início. A primeira chance só aconteceu aos 10 minutos, em um chute de do volante suíço Inler, que nem passou tão perto. Seis minutos depois, Barnetta, o cérebro do time, fez belo cruzamento na cabeça de Derdiyok, que mandou à direita da baliza defendida pro Valladares. A Suíça, por ser um time que prima pelo bom posicionamento defensivo e empenho na marcação, acabava deixando de lado o ataque e, por conseguinte, o gol, exatamente o primordial para avançar na Copa. Somente aos 44 os europeus chegaram com perigo em cabeçada de Nkufo da pequena área, mas sem sucesso. O horroroso futebol apresentado tornava necessário o intervalo.

A segunda etapa não poderia ser pior. Com o fraco ímpeto ofensivo do time dos Alpes, Honduras começou a se arriscar no ataque. Aos 7, Alvarez encontrou Suazo livre na pequena área. O atacante da Genoa acabou se desequilibrando e perdendo o gol frente a frente com Benaglio. Aos 14, num contra-ataque, os suíços tiveram boa oportunidade com Barnetta, que finalizou fraco, nas mãos de Valladares. Três minutos depois, Derdiyok perdeu boa chance, ao chutar forte da entrada da área nas mãos do goleiro. Aos 25, a melhor jogada da partida. O hondurenho Suazo puxou o contra-ataque e encontrou Alvarez, que, livre, chutou colocado para defesa espetacular de Benaglio. Na jogada seguinte, Frei perdeu boa chance em cruzamento de Yakin para a área. Lichtsteiner arriscou de longe uma bomba que passou perto. A Suíça finalmente se dedicava mais ao ataque, mas já era tarde demais. Para piorar, aos 46, Welcome entrou muito bem-vindo na área europeia e por pouco não abre o placar para a seleção da América Central. 0 a 0, placar final. 

Destaque:

Barnetta

O habilidoso meia do Bayer Leverkusen criou as poucas e boas oportunidades da seleção suíça. 

Escalações:

Suíça: Benaglio, Lichtsteiner, Von Bergen, Grichting e Ziegler; Inler, Huggel (Shaqiri), Gelson Fernandes (Yakin) e Barnetta; Nkufo (Frei) e Derdiyok. Técnico: Ottmar Hitzfeld.
Honduras: Valladares, Sabillón, Chávez, Bernárdez e Figueroa; Wilson Palácios, Thomas, Ramón Núñez (Walter Martinez) e Edgar Alvarez; Jerry Palácios (Welcome) e David Suazo (Turcios). Técnico: Reinaldo Rueda.
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Chega de zebra!


Por Pedro Daniel M. Campos

Espanha vence o Chile, ambos se classificam e vão pegar Portugal e Brasil, respectivamente


 
 Pelo grupo H, a Espanha precisava de uma vitória para não ser a terceira favorita a cair na primeira fase. O Chile, porem, queria ao menos um empate para não enfrentar o Brasil nas oitavas. 
Foi assim que o jogo começou, então. Corrido e com os dois times buscando a vitória. A primeira chance foi do Chile, aos 9 minutos, quando Valdivia encontrou Beausejour que invadiu a pequena área e chutou para Gonzalez, sozinho, chutar mal por cima do gol. Sanchez tentou encobrir o goleiro espanhol mas Casillas espalmou para fora de campo. 
Aos 24 minutos, o primeiro gol. Valdivia perde a bola e em jogada de contra ataque Pique lança torres. O goleiro bravo sai da área para tirar de carrinho e, na sobra, Villa chuta de longe para abrir o placar. 1 a 0 Espanha.
A Espanha então se soltou muito mais para o jogo e aos 33 Pique cabeceou uma bola perigosa em escanteio. Aos 34, na sequência, Beausejour invadiu a grande área da Casillas e encobriu o goleiro. A bola passou perto de entrar. Aos 36 a Espanha viria a ampliar. Em mais um contra ataque, Iniesta tocou para Villa na esquerda que correu para a linha de fundo, lá o atacante devolveu para Iniesta que chutou colocado no canto direito pra ampliar. 2 a 0. O placar entre Suiça e Honduras continuava 0 a 0 portanto os dois times estavam se classificando com essa vitória. Fim de primeiro tempo.

O jogo esfriou no segundo tempo por conta da partida em simultâneo estar empatada. 
Aos 2 minutos, a´pós espaço da defesa espanhola, Millar recebe de Sanchez e chuta colocado. Um golaço e o Chile diminui. A partir daí, então, e com uma vantagem em saldo superior a da Suiça, terceira colocada, o Chile partiu para uma relação amistosa com a seleção espanhola e as duas classificadas fizeram um jogo de compadres.
2 a 1 e apenas isso.

Destaque:

David Villa 
O atacante fez 1 gol e 1 assistência no jogo.

Escalações:

Chile: Claudio Bravo; Gonzalo Jara, Gary Medel, Waldo Ponce e Mauricio Isla; Marco Estrada, Arturo Vidal, Mark González (Millar) e Jorge Valdivia (Paredes); Alexis Sánchez e Jean Beausejour
Técnico: Marcelo Bielsa
Espanha: Iker Casillas, Sergio Ramos, Carles Puyol, Gerard Piqué e Joan Capdevila; Sergio Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta; David Villa e Fernando Torres (Fabregas)
Técnico: Vicente del Bosque
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Recorde e derrota

Por Guilherme Marçal

Suíços se tornam seleção com maior número de minutos sem levar gols em Copas. No entanto, 7 minutos após alcançar a meta, time sofre gol e é derrotado pelo Chile

Em jogo de muitas oportunidades desperdiçadas, os chilenos furaram a forte retranca europeia, chegaram aos 6 pontos, mas ainda não se garantiram matematicamente nas oitavas-de-final. A Suíça estacionou nos 3 pontos e caiu para a 3ª colocação, após a vitória espanhola por 2 a 0, diante de Honduras. Com isso, o grupo fica embolado e a decisão será só na última rodada.

O primeiro tempo mostrou a seleção chilena partindo para cima, como já se esperava. Vidal e Carmona, na mesma jogada, obrigaram Benaglio a fazer 2 belas defesas, logo no início. Sem muito brilho, o jogo se arrastava sem grandes chances, pois a Suíça anulava o ataque chileno. Aos 30 minutos, porém, Behrami perdeu a cabeça e os europeus perderam um jogador. O meia deixou o cotovelo no rosto de Vidal e tomou o vermelho direto. O Chile, obviamente, cresceu no jogo com um homem a mais. Beausejour e Sanchez tetavam encontrar, pelos flancos, algum método para escapar da forte marcação suíça. Sem sucesso. Fim de primeiro tempo.

Na volta do intervalo, o Chile tentou colocar o pé no acelerador. De cara, conseguiu fazer o gol. O bandeirinha, contudo, anulou o lance, pois, após chute de Sanchez, González, impedido, atrapalhou o arqueiro suíço. Na jogada seguinte, Sanchez aproveitou bobeada da zaga, roubou a bola de Grichting, mas chutou em cima de Benaglio. Aos 22 minutos, a Suíça fez história ao completar 551 minutos sem levar gol em Copas, superando a Itália em 1986/90. Apesar disso, a insistência chilena e algumas falhas suíças deixavam claro que a retranca não duraria o jogo inteiro. Fato consumado aos 29 minutos, quando Valdivia lançou Paredes, em posição duvidosa. O atacante partiu pela direita, driblou Benaglio e cruzou na cabeça de González, que mandou para as redes. Após a abertura do placar, um show incrível de gols perdidos. Paredes perdeu duas chances claríssimas, enquanto Derdiyok desperdiçou praticamente um pênalti, ao chutar torto cara a cara com o goleiro Bravo. Era mesmo para acabar no 1 a 0.

Destaque:

Mark González

O meia sul-africano naturalizado chileno foi responsável pelo gol da vitória do Chile e fez boas jogadas, ditando o ritmo da partida, junto a Valdivia e Alexis Sanchez

Escalações:

Chile: Bravo, Medel, Carmona e Ponce; Isla, Vidal (González), Fernández (Paredes) e Jara; Sánchez, Beausejour e Suazo (Valdivia). Técnico: Marcelo Bielsa.

Suíça: Benaglio, Lichtsteiner, Von Bergen, Grichting e Ziegler; Inler, Huggel, Behrami e Fernandes (Bunjaku); Nkufo (Derdiyok) e Frei (Barnetta). Técnico: Ottmar Hitzfeld.
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Fúria, enfim, estreia

Por Guilherme Marçal

Favorita vence Honduras por apenas 2 gols, mas mostra não ter se abalado com derrota contra Suíça


A Espanha continua perdendo oportunidades demais e deixando a objetividade de lado por puro preciosismo. Contudo, ao menos hoje, mostrou alguma eficiência nas conclusões, o que foi suficiente (e terrível seria se não o fosse) para vencer a limitadíssima seleção hondurenha. O resultado levou os ibéricos para o segundo lugar do Grupo H, passando os suíços apenas pelo saldo de gols maior. Honduras se manteve no último posto da chave sem um ponto sequer.

Num jogo de uma equipe só, a Espanha já mostrou seu cartão de visitas logo aos 6 minutos, num torpedo de Xabi Alonso que explodiu no travessão, a segund bola que ele acerta lá. Sergio Ramos perderia gol incrível na pequena área no lance seguinte. Aos 16, Villa abriu o placar. Ele carregou a bola pela esquerda, invadiu a área, passou como quis por 2 marcadores, entortou mais um e, mesmo caído, mandou no ângulo de Valladares. Aos 23, Navas cruzou para Xavi que, do alto de seu 1,70 metros, não alcançou a bola para cabecear. Fernando Torres demorou a aparecer, mas quando se apresentou para o jogo, resolveu mostrar que também consegue perder gols. Fim de primeira etapa com um magro 1 a 0.

Os espanhóis não tiraram o pé do acelerador e conseguiram marcar o segundo logo de cara, novamente com Villa. Navas rolou para o camisa 7, que ajeitou e bateu. A bola desviou na zaga e encobriu o já baixinho goleiro Valladares. Momentos depois, Sergio Ramos mandou de longe para fora. Aos 15 minutos, Villa resolveu fazer juz à fama espanhola de perder muitos gols e tratou de mostrar que também desperdiça chances. Navas foi derrubado na área e o pênalti foi marcado. Villa escolheu o canto esquerdo do goleiro e mandou para fora a cobrança. Fabregas, em seu primeiro lance no jogo, driblou o goleiro e chutou, mas o zagueiro hondurenho estava bem posicionado. Sergio Ramos e Navas, que fizeram bela partida, ainda perderiam duas boas chances. Para fechar o show de quase-gols, Villa perderia outra oportunidade na pequena área. Dia de humilhação, se não fosse a vocação impressionante dos espanhóis para errar a pontaria nessa noite no Ellis Park.


Destaque:


David Villa

Autor de dois gols, um deles belíssimo, ao driblar três zagueiros hondurenhos (o que, convenhamos, não é lá grande mérito). Perdeu um pênalti e outras chances, mas, ao menos, mostrou um mínimo de eficiência

Escalações:

Espanha: Casillas, Sergio Ramos (Arbeloa), Puyol, Piqué e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso, Jesús Navas e Xavi (Fabregas); Torres (Mata) e Villa. Técnico: Vicente del Bosque.
Honduras: Valladares, Mendoza, Chávez, Figueroa e Izaguirre; Palacios, Guevarra, Turcios (Nuñez), Martinez e  Espinoza (Welcome); Suazo (Jerry Palacios). Técnico: Reinaldo Rueda.
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Canivete Ferrolho suíço


Por Guilherme Marçal

Favorita ao título, Espanha joga bem, domina partida, mas sofre derrota na estreia

 
A Espanha tocou bola, envolveu o adversário e teve chances claras de gol. Não soube, contudo, concluir as jogadas, contra a impenetrável defesa Suíça, que completou sua 5ª partida seguida sem levar gol em Copas do Mundo. Além disso, o país do chocolate ainda obteve uma incrível vitória sobre os atuais campeões da Eurocopa. É bom lembrar aos espanhóis, que nunca na história dos Mundiais um time se sagrou campeão perdendo na estreia. Será que agora vai?

O primeiro tempo mostrou a superioridade espanhola total sobre a Suíça, com uma posse de bola de 70%. Tabelas e toques bonitos eram a temática do jogo da Espanha, enquanto a Suíça só se defendia. David Silva, Sergio Ramos e Iniesta fizeram o goleiro Benaglio trabalhar. O zagueiro Piqué, no entanto, foi responsável pela melhor chance. Em jogada de centroavante, ele fintou um zagueiro, mas bateu em cima do arqueiro suíço. Ziegler bateu falta para boa defesa de Casillas, num ensaio de reação. Mas foi só. Iniesta e Villa ainda perderam excelentes chances, chutando para longe da meta a oportunidade de abrir o placar antes do intervalo. Mas acabou nisso.

Logo no início da segunda parte, o inesperado. Após lançamento de Benaglio, os  suíços chegaram trombando na área espanhola e após um bate rebate, Gelson Fernandes apareceu na pequena área para fazer 1 a 0. A Espanha se desesperou com o gol e começou a atacar a todo custo, mas sem levar real perigo ao gol suíço. Somente aos 17, Iniesta chutou raspando a trave. Fernando Torres perdeu outra boa chance aos 22. Três minutos depois, Xavi rolou para Xabi Alonso que mandou um torpedo no travessão. Aberta em campo, a Espanha deu espaço para um excelente contra-ataque suíço. Em bonita tabela, Derdiyok recebeu passe de Nkufo, invadiu a área, deixou três zagueiros no chão e bateu firme na trave esquerda de Casillas. No rebote a Espanha ainda deu sorte em não levar o segundo. Navas, que entrara muito bem na partida, quase empata aos 33 minutos. Foi o último sopro de esperança para a Espanha, que ainda veria Barnetta quase acertar belo chute por cobertura. Premiada pela resistência da zaga e a eficiência do ataque, a Suíça saiu de campo com os 3 pontos. Resta à Espanha lamentar a derrota no 1º jogo e começar a pensar em menos preciosismo na conclusão das jogadas. Técnica sobra, tradição e eficiência são os problemas.

Destaque:

Derdiyok

Fez a jogada do gol de Fernandes e foi responsável por uma linda jogada ao entrar fazendo fila na área adversária e acertar a trave. Bela partida do centroavante


Escalações:

Espanha: Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevilla; Busquets (Fernando Torres), Xabi Alonso, Xavi e Iniesta (Pedro); David Silva (Navas) e David Villa. Técnico: Vicente del Bosque.
Suíça: Benaglio, Lichtsteiner, Grichting, Senderos (Von Bergen) e Ziegler; Inler, Huggel, Gelson Fernandes e Barnetta (Eggimann); Nkufo e Derdiyok (Yakin). Técnico: Ottmar Hitzfeld.
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Foi até pouco

Por Pedro Daniel M. Campos

Chile domina o jogo inteiro mas só vence por 1 a 0



Abrindo o grupo H, às 8:30 horário de Brasília, Honduras e Chile se enfrentaram. 
Sob grande favoritismo, o Chile adotou uma postura totalmente ofensiva contra Honduras que em pouquíssimos momentos chegou com perigo ao gol. 
Aos 27 minutos a primeira chance do Chile: o garoto Matias Fernandez cobrou falta e a bola passou rente ao travessão hondurenho. Em menos de 10 minutos o Chile chegou ao primeiro gol daquela que tinha tudo para ser um goleada. Isla cruzou rasteira pela direita e Beausejour desvia para as redes. 1 a 0.  
Só no final do primeiro tempo é que Honduras fez o goleiro Bravo trabalhar. Nuñez cobra falta no meio e Bravo, sem conseguir segurar, manda a bola para escanteio. Fim do primeiro tempo.
No segundo tempo o Chile continuou dominando. Sem ter que defender, afinal os hondurenhos não conseguiam atacar, a seleção do técnico Marcelo "El Loco" Bielsa voltou a ter mais duas chances de perigo; uma com Sanchez, chutando da entrada da grande área e com a bola passando perto da trave, e a outra com Ponce, num cabeceio dentro da pequena área.
Com a vitória, o Chile quebrou um tabu de 42 anos sem vencer numa copa do mundo. A última vitória tinha sido em 1962 quando os anfitriões da casa terminaram a competição em 3º lugar, vencendo a extinta Iugoslávia por 1 a 0.

Destaque:


Alexis Sánchez



Foi o principal armador da partida. Criou chances de gol para o Chile


Escalações:

Honduras: Valladares, Chaves, Figueroa e Izaguirre e Mendonza; Nunez (Martines), Wilson Palacios, Edgar Álvarez e Guevarra (Thomas); Carlos Pavón (Welcome) e Espinoza
Técnico: Reinaldo Rueda
Chile: Claudio Bravo, Mauricio Isla, Gary Medel, Waldo Ponce; Arturo Vidal (Contreras), Carmona, Rodrigo Millar e Matías Fernández; Jorge Valdivia (Gonzalez), Jean Beausejour e Sanchez
Técnico: Marcelo Bielsa
 
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