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A história por trás do craque da copa


Por Pedro Daniel M. Campos

Quem é Diego Forlán? Conheça mais uma pouco do vencedor da Bola de Ouro do mundial 2010


Diego Martín Forlán Carazo, filho do ex-jogador Pablo Forlán que inclusive jogou no São Paulo e no Cruzeiro na década de 70, nasceu em Montevideu e, por incrível que pareça, era um promissor jogador de tênis que, por conta de uma trajédia familiar com a sua irmã, resolveu então seguir os passos do seu pai e entrar pro futebol.
A carreira de Diego Forlán começou no time juniores do Peñarol e passou pelo Danúbio antes de chegar ao argentino Indiependiente. Em 1998 Forlán faria a sua primeira partida profissional pelo time argentino onde rapidamente se destacou e se tornou o principal centro-avante do seu time. Em 2002, após 80 partidas jogadas e 36 gols marcados, Forlán ganhou o interesse do Manchester United da Inglaterra. Os "Red Devils" desembolsaram quase 7 milhões de euros para contar com o atacante no seu elenco. Enquanto no Manchester, o atacante apenas foi campeão da Premier League (1ª divisão inglesa) em 2002/03, da Supercopa da Inglaterra no mesmo ano e da Taça da Inglaterra em 2003/2004. 
Não rendendo tão bem, o atacante fez 63 partidas, fazendo apenas 10 gols e assim foi vendido por quase nada para o Villareal da Espanha; 2,5 Milhões de Euros. Lá o atacante seria titular e voltaria a disputar a chamar a atenção de todos principalmente com as vitórias dos prémios Pichichi (artilheiro do campeonato espanhol) em 2004/05, e o Chuteira-de-Ouro no mesmo ano ao lado de Thierry Henry, na época jogador do Arsenal. Forlán também foi um dos principais destaques na maior campanha do Villareal na Liga dos Campeões da Europa, chegando ás semi-finais.
Em 2007 foi contratado para o Atletico de Madrid por uma impressionante quantia de 21 Milhões de Euros e com a tarefa de substituir e ídolo "Colchonero" que havia sendo vendido para o Liverpool, Fernando Torres. Forlán estreou marcando e, em pouco tempo já tinha o status de grande marcador do clube madrileño. Ao lado da promessa argentina Sergio Aguero, o atacante formou uma das melhores duplas da Europa que traz o interesse dos grandes clubes europeus até hoje.
Na temporada 2008/09 Forlán atingiu a incrível marca de 35 gols em 45 partidas jogadas e voltou a ganhar o prémio Pichichi e a Chuteira-de-Ouro e em 2009/2010 Forlán foi o principal destaque da conquista da Taça UEFA, onde inclusive marcou os dois gols da final frente ao Fulham.

Pela Seleção Uruguai Forlán estreou-se com gol no dia 27 de Março, em amistoso contra a Arábia Saudita. De lá pra cá foram 69 partidas e 30 gols marcados. Forlán, além do mundial de 2010 ainda participou do de 2002, onde participou da fraca campanha uruguaia e voltou pra casa ainda na primeira fase, tendo marcado apenas um gol.
Forlán tem 31 anos e muito provavelmente não estará na copa de 2014.
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Agora são 8 campeões

Por Pedro Daniel M. Campos

Em jogo de chances perdidas e violência exacerbada, Iniesta marca na prorrogação e a Espanha se torna campeã do mundo


O dia 11 de Julho de 2010 seria marcado para sempre na história dessas duas seleções. Com excessão da final, apenas em 1978 duas seleções que nunca haviam sido campeãs do mundo disputaram a final. Pela primeira vez em 80 anos de história das copas do mundo, uma final sem Itália, Brasil, Argentina ou Alemanha. Era dia de história.
Duas escolas diferentes de grande história no futebol teriam a chance de chegar ao topo da carreira de uma seleção de futebol. A Holanda já tinha disputado duas finais na história, tendo perdido em 1974 e 1978 para as anfitriãs; Alemanha e Argentina, respectivamente. Já a Espanha chegava a sua primeira final na história, tendo tido apenas, no seu histórico, um quarto lugar em 1950 (Brasil). Apesar da falta de tradição, a Espanha é a primeira colocada no Ranking de seleções da FIFA e chegou favorita pela futebol ofensivo jogado e pela conquista da Eurocopa de 2008.

As duas seleções até aqui optaram por um jogo onde a posso de bola é valorizada, jogando de pé em pé, sem lançamentos longos (o chamado estilo inglês). Ficava em questão então saber quem iria conseguir prevalecer nesse quesito, já que não da para os dois times terem a maioria da posse de bola. Quem começou mostrando pra o que vinha foi a Espanha. Já aos 4 minutos, Sergio Ramos cabeceou após escanteio e o goleiro Stekelenburg teve que mergulhar para impedir o gol.
As duas equipes tocavam a bola mas  dominio ofensivo era da espanha. A primeira chance holandesa saiu de um erro de passe espanhol. Busquets tentou um passe lateral e Kyut interceptou, chutando de fora para o goleiro Iker Casillas segurar.
A falta de chance de gols mostrou uma outra façanha do jogo que quebraria um recorde negativo. Apenas no primeiro tempo, 7 cartões amarelos e várias entradas violentas e desleais que mereceriam um vermelho, como o pé de De Jong no peito de Alonso. Já no primeiro tempo o jogo batia os recordes de cartões distribuídos numa final. 
Diziam os mais corneteiros que o jogo não era digno de final. Táticamente era um jogo muito bom, com os dois times marcando a saída de bola do adversário, obrigando o oponente a jogar em curto espaço mas tecnicamente era um jogo fraco com poucas chances de gol. Uma das poucas do primeiro tempo veio com Villa. Ap´s cruzamento de Xavi o acatante pegou de primeiro de esquerda e a bola bateu na rede pelo lado de fora, fazendo vários torcedores espanhóis soltarem o grito de gol.
A Holanda teve um histórico em 2006 que a fez ser considerada uma seleção que não joga o jogo limpo. Na época o técnico Van Basten foi flagrado induzindo seus jogadores a ignorarem algumas regras (principalmente no jogo contra Portugal, pelas oitavas de final). Porem, ao que tudo indica o problema não era o técnico já que, neste jogo de hoje, após Puyol ter que ser atendido após choque com Casillas a bola foi recuada por Heitinga em direção ao gol, fazendo o goleiro da Fúria ter que espalmar para escanteio. A torcida presente em Joanesburgo vaiou a atitude holandesa. Por conta disso, na cobrança do escanteio o jogador da Holanda devolveu a bola para o goleiro espanhol.
A Holanda teve a sua melhor chance quando em escanteio, Robben faz uma jogada ensaiada, rola a bola pra Van Bommel que tocou para Mathijsen na esquerda dentro da área. O zagueiro simplesmente tenta chutar de primeira e fura o lance.
 A Espanha viria a ser solidária logo a seguir após Puyol escorar de cabeça pra deixar Capdevila sozinho e o lateral furar da mesma forma.
Fim do primeiro tempo.

No segundo tempo Robben tentou chutar duas vezes da sua jogada habitual; cortar para o meio e chutar. O goleiro Casillas, em ótima forma, defendeu as duas sem dificuldades. 
Xavi cobrou uma falta que passu perto do gol de Stekelenburg. Na sequência, Sneijder escorou para a área e Heitinga, impedido, cabeceou perto do gol. 
A chance mais clara de todo o jogo viria aos 17 minutos. Sneijder sumido em campo faz um passe de quase 30 metros para Robben, o atacante ganha na corrida dos dois zagueiros espanhóis, sai de frente com o goleiro Casillas e tenta tocar na saída do capitão espanhol. Casillas toca na bola e com a ponto do pé a esta vai para fora. Ótima chance desperdiçada.
Aos 24 minutos, Navás, que havia entrado no lugar de Pedro, cruzou, Heitinga furou e a bola sobrou para Villa isolar por cima do gol. 
A Espanha então teve várias chances, passou a dominar o jogo mas o gol da vitória nao saía. Aos 31 Navás cruza na área, Sergio Ramos sobe sozinho da cabeceia por cima do gol. Aos 39 mais uma vez Robben consegue sair dos dois zagueiros mas dessa vez Casillas encaixa a bola antes do atacante conseguir chutar.
De mais importante no segundo tempo, pouca coisa. O jogo ia pra prorrogação. 
Em relação a alterações, na Espanha tinha saído Xabi Alonso para a entrada de Fábregas e Pedro para a entrada de Jesus Navás. Na Holanda Elia no lugar de Kyut e Van Broockhorst saía para dar lugar a Braafhield.

Pelo clima do jogo nos 90 minutos, a prorrogação parecia ser apenas um aperitivo sem sal para o grande prato principal; os penaltis. Errado mais uma vez. Em 30 minutos adicionais tivemos mais vontade de jogo do que nos 90 regulamentares.
A Espanha chegava para a prorrogação com aparentemente mais fôlego e explorou isso. Já aos 4 minutos Fabregas recebe, a bola é interceptada e cai nos pés de Iniesta, marcado por três ele é derrubado e a bola sobra pra Xavi chutar, mas, em choque com Heitinga, o meia se desequilibra.
1 minuto depois Fabregas sai sozinho com o goleiro mas chuta encima do holandês ao inves de dar o passe para Villa, com o gol livre, colocar a Espanha em vantagem. 
Aos 7, Sneijder bateu escanteio, Mathijsen cabeceou e a bola foi para fora. Mais uma vez o ataque espanhol vencia a defesa Holandesa e, dessa vez, foi a vez de Iniesta receber pelo meio e, ao invés tocar para Villa livre na esquerda, perder a bola antes de chutar.
No final do primeiro tempo Navas recebeu e chutou cruzado. A bola bateu na rede pelo lado de fora. 
A Holanda colocou o meia ofensivo Van Der Vaart no lugar de De Jong no fim do primeiro tempo da prorrogação. Muito provavelmente o jogador viria para bater um possível penalti. No início da segunda parte, o técnico Vicente del Bosque fez sua última substituição. Saía Villa para a entrada de Fernando Torres.
Aos 3 minutos do segundo tempo, a situação que já vinha complicada ficou pior. Heitinga derrubou Iniesta e recebeu o segundo cartão amarelo. Na sequência da falta Xavi cobrou mas a bola foi por cima do gol. 
aos 7 minutos Sneijder cobrou uma falta, a bola resvalou no ombro de Fabregas na barreira e passou perto do gol de Casillas. O juiz porem, não deu escanteio.
Aos 10 minutos, o lance que definiria a partida. Torres tentou passar para Iniesta mas bateu mal. Na sobra o jogador da Holanda afasta e a bola cai nos pés de Fábregas que toca para Iniesta e o meia chuta para fazer o gol mais importante da sua carreira; o gol mais importante da sua seleção. O gol que levaria a Espanha a ser campeã mundial pela primeira vez na sua história. 
Não havia tempo de mais nada. O jogo terminou desse jeito com a grande favorita (porem zebra) campeã.
Quanto ao nível disciplinar do jogo, foram 13 cartões amarelos e um vermelho, podendo ter sido muito mais se o juíz optasse por um critério mais rigoroso. Uma vergonha para uma das grandes campanhas da FIFA; o "fair play".

Destaque:

Andrés Iniesta












O camisa 6 fez o gol mais importante da história da sua seleção e, consequentemente, da partida.

Escalações:

Holanda: Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Ooijer e Van Bronckhorst (Braahfeid); Mark Van Bommel e De Jong (Van der Vaart); Sneijder, Dirk Kuyt (Elia) e Robben e Van Persie
Técnico: Bert Van Marwijk
Espanha: Casillas, Sergio Ramos, Puyol, Piqué e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso (Fabregas), Xavi e Iniesta; Pedro (Jesus Navas) e David Villa (Fernando Torres)
Técnico: Vicente del Bosque

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5 titulos e só um 3º lugar em jogo

Por Pedro Daniel M. Campos

Uruguai luta mas perde terceiro lugar inédito para a Alemanha

Uruguai e Alemanha foram considerados por muitos (inclusive por mim) aquelas seleções que mereciam travar uma final. Se o Uruguai impressionava pela sua vontade e determinação, a Alemanha jogava ofensivamente, garantindo vários jogos emocionantes repletos de jogadas bonitas. Pois bem; apesar de toda o favoritismo, as duas campeãs mundiais apenas disputaram o terceiro lugar.
Se a premiação não era a pretensão de ambos, o jogo mostrou exatamente o contrário. Forlán cobrou uma falta que passou perto do ângulo de Butt. A Alemanha então respondeu com o zagueirão Friedrich carimbando o travessão numa cabeçada após escanteio.
Pois bem, vale a pena lembrar que a Alemanha havia sido 3º lugar em 2006, ao vencer Portugal por 3 a 1. O destaque dessa partida tinha sido Schweinsteiger, autor de 2 gols de fora da área. A história parecia voltar a se repetir quando, quase de meio de campo, o camisa 7 da Alemanha chutou de fora em direção ao gol. Muslera porem defendeu parcialmente mas deixou a bola viva na área para Muller abrir o placar.
Apesar do gol, o jogo continuou disputado de maneira indêntica. Forlán teve mais duas chances; uma dentro da área e outra em cobrança de falta e a Alemanha continuava usando do seu trio ofensivo. Vale a pena lembrar que a Alemanha sempre que abriu o placar venceu o jogo. O Uruguai viria a dar um susto ainda no primeiro tempo empatando a partida. Após roubada de bola limpa de Perez em Schweinsteiger, o médio tocou para Suarez no contra-ataque e este tocou para Cavani na esquerda invadir a área e chutar para empatar.
Então o jogo ficou lento e disputado. No fim do primeiro tempo Suarez recebeu, invadiu a área e chutou muito mal cruzado numa das grandes chances que teve a celeste. Forlán ainda tentou o gol olímpico mas a bola passou por cima; o craque uruguaio estava inspirado na partida.
A chuva caia forte e irregular no estádio Nelson Mandela Bay e começou a prevalecer o erro de passe de bola. No ultimo lance do primeiro tempo Schweinsteiger cruzou a bola na área, o zagueiro Freidrich ficou livre para chutar mas escorregou na hora de finalizar.
Fim do primeiro tempo.

A seleção sul americana começou melhor no segundo tempo. Cavani foi lançado, o goleiro Butt defendeu mas espalmou nos pés do atacante que tocou para Suárez chutar para o gol vazio. Como um raio o goleiro alemão se levantou para impedir a virada uruguaia. Só por esse momento, já que, no lance seguinte, Após roubada de bola Arévalo vai até a linha de fundo e toca para o meio onde Forlán bate de primeira com um meio voleio. A bola bate no chão e entra. Um golaço do atacante. 
Era inédito para a Alemanha nessa copa; levar uma virada. O esforço parecia estar vencendo o jogo bonito. Parecia...
Aos 11 minutos Boateng cruzou na área, o goleiro Muslera saiu mal e Jansen cabeceou para dentro do gol. Um empate e mais um jogo emocionante para as duas equipes. 
A partida entrada então num momento estratégicamente muito bom. Marcação eficiente de ambos os times impediram reais chances de gol. Aos 22 Suarez tentou um chutaço de fora e o goleiro Butt teve que voar para defender. Bela chance de gol do Uruguai!
Alguns minutos depois foi a vez da Alemanha fazer o goleiro Uruguai trabalhar. Após chute de Kiessling o goleiro Muslera teve que espalmar e então foi marcado o impedimento de Friedrich. No lance seguinte Boateng cruzou dentro da área e Kiessling perdeu o tempo da bola, perdendo assim uma chance de fazer o gol da vitória. A Alemanha não teria tanto tempo para lamentar porque, no lance seguinte, após escanteio cobrado por Schweinsteiger a bola rebateu em vários alemães e uruguaios e sobrou para Khedira cabecear e fazer o terceiro gol germânico da partida.
Então, já no fim do segundo tempo e com vantagem no placar, a Alemanha teve as melhores chances. Boateng chutou de fora da área no conto do gol e o goleiro Muslera pegou. No lance sequencial Kiessling recebeu cruzamento dentro da área mas isolou a bola por cima do gol. O lance perdido pelo camisa 9 da Alemanha poderia ter sido muito mais questionada se, no ultimo lance da partida o atacante Diego Forlán acertasse o gol ao invés bater no travessão após chute potente em cobrança de falta.
O árbitro apitou o final de jogo e a Alemanha se tornou 3º lugar pela segunda vez consecutiva. O Uruguai porem pode ir pra casa com a sensação de missão cumprida. A celeste repete a mesma campanha que teve em 1970.



Destaque:

Diego Forlán













O camisa 10 do Uruguai fez um golaço, participou de varias jogadas de ataque e se firmou como um dos artilheiros da copa.

Escalações:

Uruguai: Muslera; Cáceres, Lugano, Godín e Fucile; Arévalo Ríos, Pérez (Gargano) e Maxí Pereira; Cavani (Abreu), Suárez e Forlán
Técnico: Oscar Tabárez
Alemanha: Butt; Aogo, Mertesacker, Friedrich, Jerome Boateng e Jansen (Kroos); Khedira, Schweinsteiger, Muller e Ozil (Tasci); Cacau (Kiessling)
Técnico: Joachim Low

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Don't Cry For Me, Argentina

Por Pedro Daniel M. Campos

Alemanha volta a golear e manda os "Hermanos" de volta pra casa



Um dos confrontos mais esperados foi realizado neste sábado. Alemanha e Argentina; duas seleções que já haviam se encontrado nas quartas-de-final da copa passada, tendo a Alemanha vencido o jogo na decisão por pênaltis. De um lado estava a jovem seleção de Joachim Löw e seu veterano Klose. Do outro, a Argentina do ídolo Diego Armando Maradona e da melhor ofensiva individual da copa, composta de jogadores como Messi, Tevez, Agüero, Higuaín, Di Maria, Veron e vários outros nomes.
Se se julgava ser uma partida equilibrada, a situação não poderia começar pior para a Argentina. Aos 2 minutos (sim, 2 minutos de jogo) Schweinsteiger cobra falta para dentro da área, Müller se adianta à fraca defesa argentina e cabeceia para fazer 1 a 0. Começo dramático para os hermanos. A Alemanha agora podia jogar da sua forma mais eficiente, deixando o time adversário chegar e partindo num rápido contra-ataque.
Só aos 21 minutos a Argentina conseguiu furar a defesa alemã. Tevez tabelou com Messi, recebeu dentro da área mas o goleiro Neuer segurou a bola antes que o atacante pudesse chutar. Aos 23 a Alemanha teve a chance de ampliar. Khedira lançou Müller que tocou para Klose, sozinho no meio, chutar por cima do gol. A Argentina então tentava chegar de maneira desesperada. Aos 34, a melhor chance do segundo tempo: Higuaín recebeu a bola, driblou seu marcador e chutou cruzado para defesa de Neuer.
A Argentina chegou a balançar as redes com Higuaín, mas havia 4 jogadores impedidos no lance e o gol foi anulado.

Aos 2 minutos do segundo tempo, Di Maria chutou de fora da área e a bola passou perto do gol. A Argentina persistia. E assim foi durante um bom tempo; os argentinos pressionavam e tentavam de qualquer forma, principalmente de fora da área. Porém, aos 21 minutos, Khedira tocou para Müller que, mesmo caído, lançou Podolski que invadiu a área, viu Klose sozinho no meio e tocou pra ele completar: 2 a 0 Alemanha. O camisa 11 da Alemanha igualava o número de gols de Just Fontaine em copas do mundo; 13. Um gol Para chegar em Gerd Müller e 2 para encostar no maior artilheiro em Copas; Ronaldo.
Maradona então resolveu colocar Pastore no lugar de Otamendi e o meia conseguiu um chute de fora que passou perigosamente na frente do gol. Na sequência da jogada, Schweinsteiger recebeu, foi costurando a defesa argentina que dava espaço, chegou a linha de fundo, foi caminhando com a bola em direção ao gol e tocou para trás para Friedrich fazer o terceiro. 
Apesar do placar praticamente definido, aos 31 minutos do segundo tempo, a Alemanha não deixou de atacar, até que aos 35, Klose bateu direto e o goleiro Romero teve que espalmar a bola. Para liquidar o jogo, aos 43 do segundo tempo, após rápido contra-ataque, Podolski avançou pelo meio, tocou para Özil na esquerda que inverteu o jogo e lançou Klose na direita dentro da área. O atacante, de primeira e de frente para o gol, chutou para fazer o quarto e o 14º dele em copas do mundo.
A Argentina se despedia da Copa do Mundo de 2010 após ser uma das grandes favoritas. Messi não fez a Copa esperada, tendo sequer conseguido fazer um gol.
Quanto à Alemanha, cabe agora o posto de principal favorita, já que mantiveram-se na competição duas seleções sem título nenhum e o Uruguai, que é bicampeão, mas seu último título ocorreu 60 anos atrás.

Destaque:

Bastian Schweinsteiger

O cérebro da equipe alemã organizou todas (rigorosamente todas) as jogadas de ataque da Alemanha tendo ainda dado 2 assistências.

Escalações:
Argentina: Sergio Romero, Nicolás Otamendi, Martín Demichelis, Nicolás Burdisso e Gabriel Heinze; Javier Mascherano, Maxi Rodríguez, Ángel di María (Aguero) e Lionel Messi; Carlos Tévez e Gonzalo Higuaín
Técnico: Diego Maradona.
Alemanha: Manuel Neuer, Philipp Lahm, Arne Friedrich, Per Mertesacker e Jerome Boateng (Boateng); Sami Khedira (Kroos), Bastian Schweinsteiger, Thomas Müller (Trochowski) e Mesut Ozil; Lukas Podolski e Miroslav Klose
Técnico: Joachim Löw.
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Son tantas emociones!


Por Pedro Daniel M. Campos

No jogo mais emocionante da Copa, até agora, Uruguai se classifica e vai às semi-finais

Após termos amargurado a eliminação brasileira e termos desmotivado da copa, Uruguai contra Gana apareceu para lembrar porque todos os países se preparam durante 4 anos pra essa pequena competição que dura apenas um mês. No jogo disparadamente mais empolgante até aqui, Uruguai e Gana mostraram o futebol e a garra que muitas favoritas não tiveram.
Mostremos isso em lances de jogo, então. O Uruguai começou melhor e chegou com perigo. No primeiro lance de jogo Suarez chutou e Kingson teve que defender de dois toques. Em seguida, após escanteio, a bola resvalou no jogador de Gana e foi em direção ao próprio gol. Kingson mais uma vez teve que aliviar a bola. Foi aí que Gana começou a disputar ao jogo mas não mostrou algum lance mais perigoso que parecesse definir o jogo. Após saída de bola errada do time ganês, Cavani tabelou com Forlán, devolveu pro atacante que chutou de fora, fazendo a bola passar perto. Em outro lance, Suarez invadiu a área, chutou forte e o goleiro Kingson teve que espalmar a bola.
Gana chegou com real chance de gol. Prince Boateng cobrou escanteio e Vorsah pulou sozinho para cabecear perto da trave. Após escanteio, um jogador de gana caiu por cima do joelho de Lugano e, minutos depois, o capitão do Uruguai teve que ser substituído, dando lugar a Scotti e cedendo a braçadeira de capitão a Forlan.Em jogada de contra ataque ganês, que crescia cada vez mais no jogo, Boateng deu o passe para Gyan que invadiu a área e chutou rasteiro tirando um grito de gol da boca dos torcedores africanos. 
Decididamente os ganeses estavam melhores em campo. Após cruzamento Boateng tentou fazer de meia bicicleta e a bola passou perto. Essa supremacia se mostrou aos 47 quando Muntari chutou de fora, a bola ganhou efeito, matou e goleiro, e entrou no canto direito do gol de Muslera. 1 a 0 Gana e fim do primeiro tempo.

O Uruguai não desistiu e já no inicio do segundo tempo Fucile foi derrubado na direita e o a´rbitro marcou falta. Na cobrança Forlán bateu direto, a bola pegou um efeito, também tirou o goleiro do lance e o jogo ficava empatado. 1 a 1.
Foi aí que realmente o jogo ficou emocionante. Com a posso de bola 50% para cada lado, Gana e Uruguai fizeram uma partida disputadissima onde saíam lances perigosos a cada minuto. Gyan recebeu na área e chutou, na sequência o goleiro Muslera defendeu mas nao conseguiu segurar e a zaga foi obrigada a jgoar a bola pra fora. Após cruzamento de Forlán pela esquerda, Suarez tentou de primeira dar um toquinho para dentro do gol mas a bola bateu no lado de fora da rede. Na sequência, Forlán cobrou a falta de longe e a bola bateu na rede pelo lado de fora. 
A segunda substituição aconteceria no Uruguai e Cavani sairia de campo para dar entrada a "El Loco" Abreu; personagem que viria a se destacar na partida. O Uruguai então teve várias chances mas o nervosismo fez os atacantes preferirem resolver sozinhos e desperdiçarem algumas chances.

A prorrogação foi um teste de preparo físico. O Uruguai mostrava mais sinais de cansaço e errava muitos passes enquanto que a seleção africana teve as melhores chances com as investidas de Gyan e o oportunismo de Prince Boateng. Porem, o melhor e mais emocionante lance da partida veio aos 15m do segundo tempo da prorrogação. Appiah procura invadir a área pela direita e é derrubado por Fucile. Falta. Pantsil cobrou, um jogador de gana desviou, Muslera saiu mal e gol ficou aberto. na sequência Appiah tentou chutar para o gol mas Suarez (sim, o atacante Suarez) tirou com o pé e, no rebote, Sarpei mandou para o gol. Era gol feito; Gana seria a primeira seleção africana a se classificar para uma semi-final de copa do mundo. Seria, o mesmo Luiz Suarez que tirou a primeira chance de gol meteu a mão na bola, salvando na linha aquilo que poderia ser o gol decisivo.
Na sequência, obviamente, foi marcado o penalti a favor dos ganeses e o camisa 9 do Uruguai foi expulso. Tudo estava nos pés de Gyan. O artilheiro de Gana na competição tinha 3 gols dentre os quais foram 2 de penalti. 
Autorizada a cobrança, Gyan bateu e...carimbou o travessão! O jogo iria ser então decidido nos penaltis e não em um penalti só. Emoção até o final!

Resumindo as cobranças: Forlan fez o primeiro do Uruguai e Gyan, o artilheiro que havia perdido o penalti decisivo, empatou. Vitorino cobrou o segundo e ampliou para a Celeste; Appiah empatou. Scotti fez o terceiro e Mensah, o capitão de Gana, pega pouco espaço para bater e desperdiça.
O Uruguai então tinha a vantagem, cabia a Maxi Pereira ampliar a vantagem mas o lateral uruguaio desperdiçou a cobrança se inspirando no seu ídolo Roberto Baggio. 
Gana respiraria aliviada até alguns segundos quando o garoto Adiyiah bateu mal e desperdiçou a chance de empatar. Cabia então a Abreu o ultimo penalti. Se convertesse, o Uruguai iria a uma semi-final depois de 40 anos, quando foi eliminado pela seleção do tricampeonato brasileiro.
Vale a pena lembrar que Abreu ganhou o apelido de El Loco por algumas caracteristicas em campo, dentre as quais a mania de cobrar penaltis decisivos de cavadinha, colherzinha, ou com você quiser chamar. Adivinhe então, leitor, como Abreu bateu seu penalti? 
Uruguai 4 x 2 Gana e os Uruguaios enfrentarão a Holanda nas semi-finais.

Destaque:

 Luis Suarez







Que me desculpe o goleiro Muslera que defendeu 2 penalidades, que me desculpe Forlán que fez o gol de empate a participou de diversas jogadas, mas nada disso seria possível se Suarez não tivesse se sacrificado e dado esse bloqueio, digno de jogo de vôlei, para impedir o gol de Gana.


Escalações:

Uruguai: Muslera, Maxi Pereira, Lugano (Scotti), Victorino e Fucile; Fernández (Lodeiro), Pérez, Árevalo e  Cavani (Abreu); Forlán e Suárez
Técnico: Óscar Tabarez
Gana: Kingson, Pantsil, Addy, Mensah e Sarpei; Annan, Inkoom, Prince Boateng e Inkoom (Appiah); Muntari (Adiyiah) e Gyan
Técnico: Milovan Rajevac

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A ver navios...

Por Pedro Daniel M. Campos

Em clássico Ibérico, Espanha vence Portugal e se classifica para as Quartas de Final

Para infelicidade deste que aqui vos fala, a Espanha venceu Portugal por 1 a 0 pelo último jogo das oitavas de final, esta terça. Com a vitória, "la Furia" vai enfrentar o Paraguai nas quartas.
Apesar de ter vencido, nenhuma das seleções jogou aquilo que pode ser considerado um bom futebol. Foi a Espanha que começou atacando. Já na primeira jogada Torres recebeu a bola na linha de fundo, limpou o marcador e chutou de fora da área, obrigando Eduardo a fazer uma boa defesa. 2 minutos depois, foi a vez de Villa fazer o mesmo que o seu companheiro de ataque e, mais uma vez, o goleiro português teve que fazer boa defesa. Villa e Torres alternaram várias chances de gol até aos 19 minutos, quando portugal chegou pela primeira vez com perigo. Meireles tocou para Tiago que chutou de fora, o goleiro Casillas espalmou para o alto e, na sobra, Hugo Almeida tentou cabecear para dentro do gol. O gleiroo espanhol então mostrou que não era mero espectador naquela partida, como vinha sendo até essa chance. Aos 27 Cristiano Ronaldo cobrou uma falta e Casillas não conseguiu segurar mas a defesa espanhola protegeu.
Resumidamente, este foi o primeiro tempo.

Aos 6 minutos, a primeira chance de Portugal nesse segundo tempo. Em contra ataque, Hugo Almeida partiu pela esquerda, tentou cruzar para Cristiano Ronaldo no meio mas a bola resvalou em Capdevilla e passou pertissimo da trave espanhola.
Aos 14, Sergio Ramos cruzou dentro da area e Llorente, que havia entrado no lugar de Fernando Torres, tentou um peixinho brilhantemente defendido por Eduardo. A Espanha cresceu com a entrada de Llorente e as 15m Villa chutou de fora e a bola passou perto do gol. no minuto seguinte, após troca de passes de vários jogadores espanhóis, Llorente tocou pra Villa que havia invadido na esquerda e este chutou. o goleiro ainda aliviou o primeiro chute mas, no rebote, Villa abriu o placar para a Espanha. 4º gol dele, igualando-se a Higuain e a Vittek (já eliminado da copa) na artilharia. Só para constar, Villa estava impedido, mas o lance não entre para os erros de arbitragem das oitavas de final; um impedimento difícil de ver ao olho humano.
Se Portugal já tinha perdido o domínio do jogo antes do gol, agora só a Espanha atacava. Sergio Ramos aos 24 invadiu pela direita e, sem marcação, chutou cruzado para Eduardo ter que espalmar. Aos 31, villa recebeu de fora e deu um chutaço para (adivinhem?) Eduardo ter que espalmar mais uma vez.
No fim do jogo, Ricardo Costa, jogando improvisado pela lateral direita, recebeu o cartão vermelho após entrada violenta. Já não havia mais esperança para Portugal.
1 a 0, péssima atuação e eliminação lusa. A Espanha por sua vez, volta as quartas de final depois de 2002, onde perdeu para a anfitriã Coreia do Sul.

Destaque:

Eduardo












Como já devem ter reparado, o goleiro português foi o destaque do jogo, caso contrário teríamos um placar bem mais elástico a favor da Espanha.


Opinião do torcedor:

Portugal jogou mal e a Espanha também. A diferença é que Portugal jogou pior. Nesse ponto da matéria não me cabe discutir a seleção espanhola, então vamos ao que interessa:
Cristiano Ronaldo não apareceu no jogo e, quando apareceu, tentou dar um passe frustrado de letra (vale a pena lembrar que Portugal já estava perdendo). A escalação é algo a se questionar; porque Ricardo Costa improvisado se tanto Paulo Ferreira quando Miguel estavam disponíveis no banco? A resposta foi em campo: Portugal dava espaço pela direita e o defesa improvisado como lateral acabou expulso.
Mais uma vez elogio Fabio Coentrão pela excelente copa que fez. Realmente me surpreendeu e foi, sem dúvida, o jogador mais regular, seguido de Raul Meireles.
Se eu queria tentar o goleiro Eduardo, este foi o jogo. Belas defesas que não culminaram num vexame. Belo mundial feito pelo camisa 1 da seleção das Quinas.
De resto, não tenho mais nada a dizer. Minha última opinião do torcedor chegou mais cedo do que eu esperava. Boa sorte aos demais!

Escalações:

Espanha: Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso (Marchena), Iniesta e Xavi; David Villa e Fernando Torres (Llorente)
Técnico: Vicente del Bosque
Portugal: Eduardo; Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Coentrão; Pepe (Pedro Mendes), Raul Meireles, Tiago, Danny (Hugo Almeida) e Simão Sabrosa (Liedson); Cristiano Ronaldo
Técnico: Carlos Queiroz
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Prevalecendo o favoritismo


Por Pedro Daniel M. Campos

Holanda vence surpresa da copa e enfrentará o Brasil



A Holanda venceu a Eslováquia nessa segunda pelo placar de 2 a 1. Com o resultado, a "laranja" se classificou para as quartas-de-final, feito não realizado desde 98 quando ficou em quarto lugar, na França. Já a Eslováquia, na sua primeira participação em copas, pode ir feliz para casa dizendo que eliminou a atual campeã do mundial.
A Eslováquia começou atacando até aos 5 minutos com chutes de Hamsik, de fora da área. A Holanda, no minuto seguinte, chegou perigosa com uma cabeçada de Van Persie que passou raspando no travessão. Aos 17, em jogada de contra ataque, Robben, que não havia jogado de titular na copa ainda devido a lesão e que tinha colocado uma bola no travessão frente a Camarões, recebeu, cortou 2 marcadores e chutou rasteiro no canto para abrir o placar. 1 a 0
A partir daí o primeiro tempo foi administrado pela Holanda, tendo chegado com perigo no gol apenas em duas chances com Van Persie: uma com um chute de fora aos 40 e aos 43 após cruzamento de Van Bommel pra dentro da área.


Aos 4 minutos do segundo tempo, quase que Robben faz o segundo dele. Em jogada idêntica á do primeiro gol, o meia bateu cruzado e a bola passou perto do travessão do gol eslovaco. Aos 13 van persie mais uma vez teve duas chances de ampliar. uma ao receber a bola após cruzamento e outra ao bater falta, quando, nas duas chances, o goleiro Mucha teve que espalmar a bola.Aos 21 a Eslovaquia montou uma boa jogada. Vitteck recebeu a bola, tocou para Stoch na esquerda,  meia invadiu a área, cortou um amrcador e chutou para o gol. O goleiro Stekelenburg teve que espalmar por cima do gol. 1 minuto depois a Eslováquia quis mostrar que o lance anterior não era um ultimo suspiro. Vitteck recebeu dentro da área e chutou para o goleiro da Holanda ter que espalmar mais uma vez.
Apesar da pressão, aos 38 minutos a Holanda viria desanimar de vez o jogo. Após cobrança rápida de falta, Kyut tirou o goleiro e rolou par ao meio da área onde Sneijder apareceu para fazer o segundo.
Aos 47, para frustração de muitos apostadores de bolão (dentre os quais alguns do nosso), Vitteck recebeu a bola dentro da área e se jogou. o árbitro marcou penalti para a Eslováquia. O próprio Vitteck cobrou para fazer o 4º e ultimo gol dele na copa do mundo. Fim de jogo e Holanda classificada.

Destaque:

 Wesley Sneijder












O Camisa 10 da Holanda fez um passe de 60 metros para Robben no primeiro gol, fez o segundo gol e ainda participou de várias jogadas perigosas da "laranja mecânica".


Escalações:
Holanda: Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Jong e Sneijder (Huntelaar); Robin van Persie (Affelay), Robben (Elia) e Dirk Kuyt
Técnico: Bert Van Marwijk
Eslováquia: Mucha; Pekarik, Skrtel, Durica e Zabavnik (Jakubko); Vladimir Weiss, Kukca, Stoch e Erik Jendrisek (Kopunek) e Hamsik (Sapara); Vittek
Técnico: Vladimir Weiss

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Ballack pra quê?

Por Pedro Daniel M. Campos

Alemanha goleia Inglaterra, volta ao futebol bonito da primeira partida e se classifica para as quartas de final


A seleção Alemã voltou a jogar da mesma forma que jogou contra a Austrália no primeiro jogo e goleou a Inglaterra por 4 a 1. Com dia inspirado de principalmente Ozil, Muller e Podolsky, a seleção alemã não teve dificuldade diante do clássico que, inclusive, já marcou uma final de copa do mundo.
A primeira chance foi da Alemanha. Aos 4 minutos, Schweinsteiger lançou Ozil dentro da área que chutou cruzado e James teve que defender com os pés. aos 19 veio o primeiro gol. Após tiro de meta longo cobrado por Neuer, a bola cai na frente da grande área inglesa, onde Klose se antecipa ao zagueiro Upson e rasteira a bola para dentro do gol. O décimo segundo gol do artilheiro em copas, igualando a marca de Pelé.
Aos 24 Barry recebeu e chutou de fora da área. Neuer defendeu facilmente de primeira. Alguns minutos depois, Khedira avança, lança para ozil que deixa Klose de frente para o goleiro mas James defende. No lance seguinte, após cruzamento do capitão Gerrard, Defoe, de cabeça, acerta a trave alemã. Aos 31, em contra ataque, Klose lançou Muller na area, o atacante tocou para Podolsky, sozinho na esquerda, bater por baixo das pernas de James pra fazer o segundo da Alemanha. Os alemães sobravam no jogo; 2 a 0.
A reação da Inglaterra veio logo a seguir. Aos 36 minutos, Gerrard cruzou para dentro da área e Upson, pulando mais que os outros, apenas direcionou a bola para dentro do gol com a cabeça. Na sequência Defoe recebeu, tocou apra lampard que chutou colocado. A bola entrou cerca de 40 cm e voltou a bater no travessão. Enquanto todos comemoravam o gol claro, o juiz Jorge Larrionda invalidou o gol, para desespero dos ingleses. Na sequência Podolsky chutou uma bola muito perto da trave de James, mas o foco ainda era o gol claro invalidado.

Se o gol podia fazer toda a diferença, com a anulação dele a Alemanha tomou ainda mais conta da partida. Aos 6 minutos a Inglaterra esboçou uma reação com uma bola batida no travessão por Lampard e com várias chances pegas por Neuer, mas foi só isso. Aos 21 minutos a Alemanha desmotivou de vez os ingleses. Muller tocou ara Schweinsteiger em contra ataque, ambos correram até a pequena área, onde o meia lançou o atacante que chutou para fazer o terceiro da Alemanha.
Em mais um contra ataque, aos 24m, Ozil correu toda a lateral pelo canto esquerdo, passou por Milner, invadiu a área e, com chances de chutar, tocou para Muller fazer o segundo dele; o quarto da Alemanha. Estava consagrada a goleada.
A Inglaterra ainda tentou com Gerrard mas Neuer espalmou para fora. Fim de jogo. Os ingleses reclamam muito daquele gol invalidado que poderia ter mudado a partida, mas é tarde.

Destaque:
 
Thomas Muller










Apesar de muitos jogadores alemães poderem receber o status de destaque do jogo, como Ozil e Schweinsteiger, Muller recebe pelos dois gols marcados e pela assistência dada a Podolsky no segundo gol. O atacante está provando que pode ser o melhor jogador jovem da copa, ao continuar assim. Talvez seu maior rival seja Ozil, seu companheiro de equipe.

Escalações:

Alemanha: Neuer; Lahm, Mertesacker, Friederich e Boateng; Khedira, Schweinsteiger, Özil (Kiessling), Thomas Müller (Trochowsky) e Podolski; Klose (Gomez).
Técnico: Joachim Low
Inglaterra: James; Glen Johnson (Wright-Phillips), Terry, Upson e Ashley Cole; Gerrard, Lampard, Milner (Joe Cole) e Barry; Defoe (Heskey) e Rooney. 
Técnico: Fabio Capello

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Desde 1970...


Por Pedro Daniel M. Campos

Com dificuldades, Uruguai passa pela Coreia do Sul e vai às quartas de final

Começando as oitavas de final, o Uruguai venceu a Coreia do sul e se classificou para as quartas, feito não realizado há 40 anos.
Se a vitória foi uruguaia, foi a Coreia que começou assustando. Já aos 9 minutos do primeiro tempo Park Chu-Yong cobrou falta e esta bateu na trave esquerda do gol de Muslera. Aos 7 então, o gol do Uruguai. Forlán, que vinha jogando mais como armador, foi até a linha de fundo, cruzou dentro da área, o goleiro Sung-Ryong deixou passar, toda a zaga coreana ficou só olhando e Suarez ficou sozinho na direita tendo so que completar para o gol. 1 a 0.
Apesar do gol, como já nos acostumamos a ver, a seleção sul coreana nã apagou e continuo correndo atrás. Park Chu-Yong se livrou de dois marcadores e chutou cruzado aos 33 minutos. A bola passou perto do gol de Muslera.
O Uruguai ainda teve várias chances com Suarez, principalmente, mas foi aos 44 minutos que o lance mais polémico da partida viria a acontecer. Dentro da área, Maxi Pereira tentou chapelar o Sung-yueng e o meia botou a mão na bola. O juiz não deu nada.

O Segundo tempo começou com uma chance perdida por Park Chu-Yong. O principal jogador da Coreia na partida recebeu a bola sem marcação dentro da grande área após falta e chutou por cima do gol. aos 14, Cha cruzou e o atacante coreano cabeceou para as mãos de Muslera.
Aos 22, após mais uma cobrança da falta, a bola escora no alto para Sung-Yeong, o goleiro uruguaio sai mal e o meia completa para o gol. tudo igual na primeira partida das oitavas de final. Aos 24 minutos Forlan cobrou falta nas mãos do goleiro e na sequência, no contra ataque, Park lançou Ji-Yeong que, sozinho, chutou fraco pra defesa de Muslera.
Aos 27 Suarez recebeu na linha de fundo, Forlán pediu cruzamento na frente do gol, mas o atacante uruguaio preferiu chutar para fora. Essa foi a primeira de uma sequência grande de tentativas do Uruguai de definir a vantagem no placar. aos 35 minutos, após cruzamento batido por Forlán, Lodeiro tocou pra Suarez que se livrou do marcador e chutou colocado e a bola bate na trave antes de balançar as redes. 2 a 1 para a celeste
Aos 41 muitos quase que a Coreia do Sul empata. Park recebeu dentro da área e chutou. O goleiro muslera defendeu mas deixou a bola escapar em direção do gol. Lugano então correu e a tirou da zona de perigo. Fim de jogo e Uruguai nas quartas de final.

Destaque:
Luiz Suarez





O atacante fez os dois gols da partida. Feito que classificou o Uruguai para as quartas de final depois de 40 anos. Porem, apesar dos dois gols, Suarez se mostrou muito individualista e foi um dos principais destaques do Uruguai em não ampliar mais o placar.

Escalações:

Uruguai: Muslera; Maxí Pereira, Lugano, Godin (Victorino) e Fucile; Arévalo, Pérez e Álvaro Pereira (Lodeiro); Forlán, Suárez e Cavani
Técnico: Oscar Tabárez
Coreia do Sul: Sung-Ryong, Du-Ri, Yong-Hyung, Jung-Soo e Young-Pyo; Chung-Yong, Sung-Yueng, Jung-Woo, Jae-Sung (Dong-Gook) e Ji-Sung; Chu-Young
Técnico: Huh Jung Moo


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Chega de zebra!


Por Pedro Daniel M. Campos

Espanha vence o Chile, ambos se classificam e vão pegar Portugal e Brasil, respectivamente


 
 Pelo grupo H, a Espanha precisava de uma vitória para não ser a terceira favorita a cair na primeira fase. O Chile, porem, queria ao menos um empate para não enfrentar o Brasil nas oitavas. 
Foi assim que o jogo começou, então. Corrido e com os dois times buscando a vitória. A primeira chance foi do Chile, aos 9 minutos, quando Valdivia encontrou Beausejour que invadiu a pequena área e chutou para Gonzalez, sozinho, chutar mal por cima do gol. Sanchez tentou encobrir o goleiro espanhol mas Casillas espalmou para fora de campo. 
Aos 24 minutos, o primeiro gol. Valdivia perde a bola e em jogada de contra ataque Pique lança torres. O goleiro bravo sai da área para tirar de carrinho e, na sobra, Villa chuta de longe para abrir o placar. 1 a 0 Espanha.
A Espanha então se soltou muito mais para o jogo e aos 33 Pique cabeceou uma bola perigosa em escanteio. Aos 34, na sequência, Beausejour invadiu a grande área da Casillas e encobriu o goleiro. A bola passou perto de entrar. Aos 36 a Espanha viria a ampliar. Em mais um contra ataque, Iniesta tocou para Villa na esquerda que correu para a linha de fundo, lá o atacante devolveu para Iniesta que chutou colocado no canto direito pra ampliar. 2 a 0. O placar entre Suiça e Honduras continuava 0 a 0 portanto os dois times estavam se classificando com essa vitória. Fim de primeiro tempo.

O jogo esfriou no segundo tempo por conta da partida em simultâneo estar empatada. 
Aos 2 minutos, a´pós espaço da defesa espanhola, Millar recebe de Sanchez e chuta colocado. Um golaço e o Chile diminui. A partir daí, então, e com uma vantagem em saldo superior a da Suiça, terceira colocada, o Chile partiu para uma relação amistosa com a seleção espanhola e as duas classificadas fizeram um jogo de compadres.
2 a 1 e apenas isso.

Destaque:

David Villa 
O atacante fez 1 gol e 1 assistência no jogo.

Escalações:

Chile: Claudio Bravo; Gonzalo Jara, Gary Medel, Waldo Ponce e Mauricio Isla; Marco Estrada, Arturo Vidal, Mark González (Millar) e Jorge Valdivia (Paredes); Alexis Sánchez e Jean Beausejour
Técnico: Marcelo Bielsa
Espanha: Iker Casillas, Sergio Ramos, Carles Puyol, Gerard Piqué e Joan Capdevila; Sergio Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta; David Villa e Fernando Torres (Fabregas)
Técnico: Vicente del Bosque
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A volta pra casa era iminente


Por Pedro Daniel M. Campos

Coreia do Norte perde para Costa do Marfim no primeiro jogo sem cartões amarelos


Pelo grupo G, enquanto que os favoritos Brasil e Portugal se enfrentavam, Costa do Marfim e Coreia do Norte faziam o ultimo jogo do grupo. A Coreia já estava eliminada, com 0 pontos em dois jogos, enquanto que os camaroneses precisavam de torcer para uma derrota dos portugueses para o Brasil e para conseguirem golear a Coreia de maneira que a vantagem portuguesa de 9 gols em saldo acabasse.
Como fio um jogo que foi disputado apenas metade dos jogadores em campo, será tratado como tal.
Já com 1 minuto do jogo, Keita invadiu a área e tocou na saída do goleiro coreano que conseguiu defender com os pés. Aos 14 minutos, Boka cruzou e Touré chutou colocado para abrir o placar. aos 21 então Drogba chutou, a bola bateu no travessão e, no rebote, Romaric completou de cabeça; 2 a 0.
A primeira chance coreana so veio aos 24 minutos.Em cobrança de falta, Yong-Jo meteu a bola perto do travessão do goleiro marfinense. 


No segundo tempo, Tae-se teve a chance de fazer o seu primeiro gol na copa do mundo, mas o goleiro Barry salvou com o pé após chute rasteiro. 
De mais importante viria só o ultimo gol da Costa do Marfim: Boka cruzou e Kalou, em velocidade, completou para as redes. 3 a 0 e ambos estão eliminados.


Destaque:



O clima amistoso:





Depois de passar dois jogos provocando entradas violentas nos outros dois integrantes do grupo, a Costa do Marfim venceu a partida sem levar ou provocar um cartão em alguém.


Escalações:

Coreia do Norte - Ri Myong Guk; Cha Jong Hyok, Pak Chol Jin, Ri Jun Il, Ji Yun Nam e Ri Kwang Chon; Mun In Guk (Kum Chol), An Yong Hak, Pak Nam Chol e Hong Yong Jo; Jong Tae Se
Técnico - Kim Jong-Hun
 

Costa do Marfim - Barry; Eboué, Kolo Touré, Zokora e Boka; Romaric (Doumbia), Yaya Touré e Tioté; Gervinho, Drogba e Keita (Kalou)
Técnico - Sven-Göran Eriksson
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Classificação Paraguaia

Por Pedro Daniel M. Campos

Paraguai se classifica mas só empata com a Nova Zelândia


 Pelo grupo F, o Paraguai, líder do grupo, não ficou em nada além de um empate com a Nova Zelândia, eliminada com 3 empates; feito histórico para a história da seleção.
O Paraguai começou bem na partida, atacando desde o início do jogo. Por sua vez, a Nova Zelândia jogava como nos últimos jogos; atrás buscando a saída pelo contra ataque na velocidade. Aos 4 minutos a primeira chance do time da Oceania. Smeltz recebeu pela esquerda, dominou e chutou por cima do gol de Villar.
aos 12, mais uma chance neozelandesa para surpresa dos paraguaios. Lockhead cruza pra dentro da área, a bola passa com perigo procurando fallon na frente do gol mas Villar segura. 
O Paraguai só viria a assustar aos 29 minutos. Após troca de passas, Caniza recebe e chuta de fora. A bola passa perto do travessão do goleiro Paston.
Não houve muita emoção no primeiro tempo e a esperança ficou para o segundo tempo mesmo.

Se era esperado o segundo tempo ser melhor,. ficamos apenas na esperança. O Paraguai voltou melhor e teve duas chances de gol. Uma com Caceres, após bola solta dentro da grande área, e outra com Benitez que chutou, Paston espalmou e na sobra Barrios tentou completar mas o arbitro marcou falta de ataque do Paraguai.
Sem muita mais emoção; uma classificação paraguaia para os lideres do grupo. 
Com 5 pontos o Paraguai passou e enfrentará o Japão, enquanto que, com 4 pontos a Eslováquia vai enfrentar a Holanda nas oitavas de final.

Destaque:

Nelson Valdez
O atacante perdeu imensas chances, errou vários passes e foi uma das piores atuações em campo neste jogo emocionante (é piada).

Escalações:

Paraguai: Villar; Bonet, Caniza, Paulo Da Silva e Morel Rodríguez; Riveros, Víctor Cáceres e Vera; Valdez (Benítez), Santa Cruz e Cardozo (Lucas Barrios)
Técnico: Gerardo Martino
Nova Zelandia: Paston; Reid, Nelsen e Vicelich e Smith; Bertos, Fallon (Wood), Elliot, Lochhead e Killen (Brockie); Smeltz
Técnico: Ricki Herbert

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